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A Causa Veio Para Aqui

Um blogue de serviço público para as gerações futuras à revelia do maradona, sem lixiviações e firme no pressuposto e na disposição de que you all can steal our soul but not our lack of motivation (neither our posts) - acausaveioparaaqui@gmail.com


quinta-feira, abril 13

 

Devo dizer Rooney

Devo dizer que não tenho comentários a fazer sobre nada, porque, exactamente, o fim-de-semana passado proporcionou-nos dois prazeres que submergiram tudo o resto, os dois incaracteristicamente provenientes de um inglês, os dois caracteristicamente provenientes de Wayne Rooney. A recepção de bola para o primeiro golo, entre os defesas centraias da equipazita adversária, e a desacelaração da correria para a sua assistência para o segundo golo, são duas acções, por exemplo, que o Maradona e o Ronaldinho Gaucho teriam que estar concentrados e inspirados para executar, e o Cristiano Ronaldo ou o Figo vão morrer sem nunca saber como é estar vivo sabendo fazer aquilo. Não me apanham a falar mal do Cristiano Ronaldo ou do Figo, aviso já. Apenas que Wayne Rooney está entre esses e a escumalha dos Ronaldinhos, Maradonas e Zidanes. E, quer-me parecer, mais perto destes.

Sobre o Sporting-Porto, também nada a assinalar. Na blogoesfera, na televisão e nos jornais (aqui com algumas excepções), proferiram-se as mesmas banalidades, absurdidades e inconsequências, que tanto poderiam ser ditas assim como ao contrário, tivesse o João Moutinho rematado com força, o Carlos Martins acertado um tiro, ou o Porto dado sete secos como o valor da sua equipa exigia: comparações entre os jogadores, os treinadores, a sorte, enfim, gente, sinteticamente, a querer passar o tempo, ganhar uns cobres, fazer um post, à custa da coisa mais importante que há, o futebol.

Estou bastante ofendido.

PS: e bastante contente com o Prodi. Alguma da esquerda que ali está deve ser tão ranhosa como o Bossi ou o Fini, mas ao menos é merda nova. Nunca desprezai o valor de se enterrar com merda nova, já lá dizia Lady Salisbury (ou outra assim dessas).

quarta-feira, abril 5

 

Mais que isto e nem no Inferno me aceitavam:

Que os motores, a fuselagem e o trem de aterragem dos aviões se comportem à altura da festiva ida e fúnebre vinda de Barcelona.

terça-feira, abril 4

 

Não vás por aí.


sexta-feira, março 31

 

Enviado especial à festa da FHM (ou Não fará mal ao Convento?)

Porque é aborrecido e há sempre o desagradável risco de encontrar este, aquele e o Pedro Mexia, preferencialmente não saio de casa, muito menos preferencialmente vou a festas. Mas ontem lá teve que ser, ela pediu, há uma incontornável tendência minha para a alegre escravidão em relação a qualquer remoto desejo dali proveniente, enfim, nada disto lhe agrada, os blogues e o caralho, criei esta merda em sua casa, há anos, à sua frente, e desde aí nunca mais para aqui olhou, no que tem a minha eterna admiração. Adiante.

Neste país proteje-se o património natural através do preenchimento a lápis de cor esverdeado de extensas áreas do país às quais, por decreto lei emanado da Assembleia da República, se conferem prefixos nobiliárquicos como "Parque Natural", "Paisagem Protegida", "Reserva Natural", "Parque Nacional", etc, etc, após o que se llhes fazem passar auto-estradas pelo meio (ex: A1 pelo Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros).

O património histórico, nomeadamente o monumental, tem tido mais atenção das governações porque as eleites nacionais são quase exclusivamente provenientes das ciencias sociais, o que, nomeadamente, provoca que se seja apelidado de "inculto" (e portanto, alvo de escárnio) se não se souber quem foi o Paiva Couceiro ou lido Alexandro Herculano (que, adiante-se, nunca ninguém leu), mas seja visto quase como um mérito e um feito não distinguir um ânodo de um cátodo. António Guterres, engenheiro, nem pestanejou em se formatar a este maravilhoso mundo.

Assim, temos um José Hemano Saraiva há trinta anos com um excelente programa televisivo (que sozinho deve ter sido o primeiro responsável pela recuperação de dezenas de edificios que ele acha "históricos"), e o professor Fernando Catarino (recem reformado da direcção do Jardim Botânico), com génio comunicativo não sei se maior que José Hermano Saraiva (julgo que no mérito cientifico nem deve ser preciso falar), a fazer meia duzia de intervenções naquele programa documental que havia antes da proposta de chave para o Totobola.

Por isto tudo bastante estranhei que a festança da FHM (publicação que mereceu assim a honra de me ver participar numa organização sua) tivesse sido realizada no Convento do Beato, que fica quase de certeza ali Beato, e não no Paúl do Boquilobo, por exemplo. Tantos milhares de pessoas, tanto pum pum pum pum, pum pum pum pum, não fará mal ao Convento? Aquilo não é propriamente de betão armado, as argamassas devem ser fraquinhas, aquilo já passou por mais de meia dúzia de terramotos bastante recomendáveis até ao sismólogo menos dedicado, um deles um dos maiores registados até hoje, não terá feito mal ao Convento?

Foi nisso em que pensei a noite toda. Desde que me estacionaram o carro ao lado do da acompanhante que trazia o Pedro Mexia, passando pela caminhada até à frágil e holística estrutura sempre a repisar os passos do Perdo Mexia, nas intermináveis horas que passei ao lado do Pedro Mexia e do seu (pelos vistos) amigo careca de óculos que agora, com mais uns amigos numa mesa, me ocupa o horário do Seinfeld às quartas-feiras (lindo serviço, sim senhora), só para ir buscar um liquidozinho ou outro, até quando, finalmente, me fui embora, naturalmente ao mesmo tempo do Pedro Mexia, não sei a que horas.

Estou muito preocupado com o Pedro Mexia, no entanto, deve andar mal do duodeno, pois arranjei maneira de conseguir ir umas quatro vezes à casa de banho sem nunca o ver por lá, assumindo, após longa reflexão e análise das hipóteses disponíveis ao espírito racional, como situação probabilisticamente mais válida, que o nosso Pedro Mexia seria um dos que grunhia fechado num dos compartimentos para sanitas, tão escandalosamente como só justificado por me estarem a submeter o homem a uma endoscopia e uma colonoscopia simultaneamente. Solicito informações sobre o seu estado de saúde para acausafoimodificada@hotmail.com, nomeadamente a confirmação da ausência de pólipos.

Posso dizer, ainda ssim, que apesar destas preocupações e pensamentos prementes sobre tudo o resto (inclusive o Irão), a noite correu sem sobressaltos: bebeu-se o mijozinho que a Super-Bock disponibilizou, falou-se dos territórios ultramarinos franceses do Pacífico Sul, (como agora acontece sempre) havia mais gajos giros que gajas aceitáveis, e, muito finalmente (tenho que ir para Alcácer do Sal já), estava lá aquele gajo que tem tanta piada como a Barragem do Pedrógão e que apresenta um programa de entrevistas a pessoas conhecidas entremeadas por videos do Isto só Video. Dá-me pelo ombro. É um anão. Um mal nunca vem só.

 

A Mãe:


 

Não, nada; aliás, isso é o meu sonho....

....um sonho tornado realidade por um treinador detestável, que orienta uma equipa fraquinha (mas com um dos melhores e mais injustiçados jogadores do mundo), mas que percebe futebol (como percebem quase todos os franceses). Espero que esteja não só esclarecido, como também convencido: seria muito chato ter que explicar coisas tão óbvias e simples.

 

Mas pronto...

...há que reconhecer que é muito dificil convencer alguém que indiscrimninar o despedimento de uma pessoa só porque ela tem menos de 26 anos terá algum efeito na economia e nas condições de vida das pessoas, além de que as pessoas que menos me interessam são precisamente as que têm menos de 26 anos, aliás, tudo o que tem menos de 40 para mim é como se não existisse. Pode até, imagino, fazer sobreviver negócios e empresas à custa de um finaciamento articial de mão de obra que apenas servirá para mascarar incompetências, principalmente com o desemprego nos niveis a que estão em França. Julgo que há aqui um meio-termo benéfico para todos que ninguém está a tentar encontrar.

 
São realmente muito bons os posts que o Ivan linkou, este e este. Como tudo me escapa, é natural que só agora tenha descoberto que aquilo é o André Belo, ex-Barnabé, de memória mais ou menos. Mas, e especificamente em relação ao post das perguntas e respostas, há só uma coisa que eu gostaria de tentar fazer notar, pois é como vejo as coisas (e se eu vejo assim as coisas é porque as coisas são assim, como toda a gente, aliás, sabe).

Realmente, não estou a ver lá muito bem como é que este pacote laboral francês (que, como é óbvio, não conheço) pode beneficiar a generalidade das pessoas. Mas também sei, e com muito mais certeza, uma outra coisa: que as pessoas que defendem esta nova lei laboral não querem o mal das pessoas, ou seja, que o seu objectivo é que o desemprego desça e os salários subam.

Lembro que quando a daminha de ferro filha de donos de uma frutaria chegou ao poder em Inglaterra as pessoas inglesas ganhavam 75 por cento das pessoas francesas e que o desemprego, ui, e que agora, 25 anos depois de mantidas as suas politicas (que provocaram disturbios que fazem empalidecer estes, como no fecho das minas de carvão), temos basicamente 4,5 por cento de desemprego (10 em França) e que o PIB per capita apanhou e ultrapassou o Francês.

Há esta abushizada técnica (só lhe apanham os maus tiques), que o André Belo e muitas pessoas que decidem tomar o partido da oposição a este conjunto de leis, que lá porque uma pessoa defende a flexibização das leis laborais é porque quer que haja mais desemprego e salários menores, como se depreende pelas respostas do André Belo, nomeadamente através do horror que é o patronato passar a ter mais poder sobre o trabalhadores.

O que nós sabemos é que as politicas francesas resultaram no que hoje se vê. Se se quer mudar (e ninguém contesta que é preciso mudar), é porque não se gosta do que se vê. Em vez de protestarem aos gritinhos e com a demagogia habitual, sempre mascarada das piores cores (que são as cores dos fracos, e de efluvios sobre a sua suposta especial "sensibilidade social", como se os outros quisessem é que as pessoas morressem de fome e de preferência desempregadas), porque é que se não diz:

"Boa tarde. Damos dois anos a estas novas leis. Se o desemprego não baixar para o nivel Inglês e não voltarmos a ultrapassar os bifes em PIB per capita, voltamos ao de antigamente. Está feito?"

É que não basta andar sempre ao lado dos pobres e dos fracos e dos desocupados e dos desempregados e dos velhos, etc. Pode não se concordar com eles, achar que as massas das ruas (que há massas em casa, no sofá, mas essas são pouco filmáveis, dão mau enfeite) não têm razão, não se vai preso, só nos dão um bocadinho menos de pancadas nas costas a dizer que somos porreiros. Às vezes os migueis portas não têm razão.

Bom, vou para casa, manifestar-me contra a almofada.

 

O tempo passou....

... e o Eduardo Pitta não cantou. Assim vai a cultura neste país. Uma pergunta simples, directa, objectiva, e um blogue que se chama Da Literatura não arrisca responder. Mas pronto, sou uma pessoa extremamente simpática, vou alargar o prazo. Mais, vou abrir o leque das pessoas a quem dirijo a pergunta, e assumir como ultrapassado o teste se alguma delas responder convenientemente, de forma clara, sucinta e por palavras suas, à decisiva questão:

Kiki?
Pedro Mexia, Kiki?
Fernando Mendes da Silva, Kiki?
Pacheco Pereira, Kiki?
Vasco Pulido Valente, Kiki?
Nuno Ramos de Almeida, Kiki?
Olhem, que se foda, Kiki, alguém? Alguém, Kiki?

 

Anúncio:

Decidimos, este blogue e eu, aceitar a proposta do Abrupto e passar a classificar de modo particular a literatura que recebemos do povo clicador e que julgamos adequada à postação. Decidimos, também e porém, fazer discriminação. Em vez de A A CAUSA FOI MODIFICADA FEITA PELOS SEUS LEITORES, vamos classificar todas as missivas segundo a seguinte complexíssima chave dicotómica; a saber:

1 - A CAUSA FOI MODIFICADA FEITA PELOS SEUS LEITORES
2 - A CAUSA FOI MODIFICADA FEITA PELOS CABRÕES DOS CABRÕES DOS BENFIQUISTAS SEUS ELITORES.

Esperando com isto proporcionar a todos um melhor serviço, este seu vosso veterado sportinguista:

(assinatura ilegivel)

 

Um incontido agradecimento a certa e determinada pessoa do A Mão Invisível

" (...)Tanta mala suerte parecía imposible. Con un Benfica asustado, mediocre y vulnerable, se debió llegar al descanso con 0-2 o 0-3, como mínimo. Y en el segundo tiempo, aunque los portugueses pudieron marcar, el Barça repitió mala suerte, con dos postes incluidos. De un posible 1-5, por poner un resultado lógico, al 0-0 final. Parece cosa de brujas.(...)

Se confirmó que el Barça de Rijkaard es superior en todo al Benfica de Koeman, que, por cierto, tiene mucho mérito de sacarle este partido a un equipo tan mediocre."

Tudo aqui.

quarta-feira, março 29

 

A CAUSA FOI MODIFICADA FEITA PELOS CABRÕES DOS CABRÕES DOS BENFIQUISTAS SEUS ELITORES:

"Oh meu caro amigo,

em primeiro lugar é compreensível que demore um dia inteiro a escrever uma crónica sobre seja o que for, mas daí a assumir que nós precisamos do mesmo tempo para lê-la....tsc,tsc...realmente....

Quanto ao jogo em si, repare que nos entramos em campo com 9 jogadores e meio, visto que o robert só serve para bolas paradas e ontem, visto que o Sport Lisboa e Benfica (penso que já tenha ouvido falar) estava a defrontar uma equipa estrangeira, não houve muitas bolas paradas pq ao contrário das equipas cá do burgo, o Barcelona (esses, é normal que desconheça, eu tive de procurar na net informações sobre eles) até tenta é jogar a bola e não passa a vida a dar porrada e a fazer anti-jogo.

O meio jogador que estava em campo, imagine, era o nosso guarda redes que tinha indicações claras de beneficiar o espectaculo inventando lances perigosos para o barcelona, mas nem assim..... a fraca qualidade dessa equipa demonstrada na sua rdícula pontaria fez com que apesar das tentativas repetidas do Moretto a nossa baliza continuasse sem ser violada (o que é de enaltecer visto que à hora do jogo muitas crianças e almas sensíveis poderiam estar a vê-lo). Até pomos o Leo com o seu metro e sessenta e oito centímetros junto ao poste nos cantos e aqueles burros conseguem acertar no ferro Quer maior demonstração de fair-play e de benefício do espectáculo do que isto? Sabiamos que meio mundo ia ver o Sport Lisboa e Benfica ontem a noite, que o estádio ia estar cheio, que os jornalistas eram cerca de 650 vindo de toda a parte do mundo e íamos ter um jogo chato e sem golos?

Quando a loura burra ( há quem lhe chame koeman, ou lá o que é) finalmente percebeu que para haver golos tinham de ser os nossos rapazes a marcá-los lá se decidiu em por o único internacional italiano a actuar em Portugal e o grego Campeão Europeu de seleçcões para ver se não desiludiamos os espectadores que queriam, obviamente, golos. Infelizmente, não foi possível mas pelo menos, mostramos ao mundo mais uma vez que o Mourinho tem sempre razão...aquele pas-de-deux do Motta, numa demonstração técnica perfeita na sua área provou que o Barcelona é realmente uma cidade única a nível das artes.

E se vier alguem com histórias de que tudo o que aconteceu ontem foi diferente do que escrevi, não liguem, deve ser alguma osga ressabiada por ver que esse Sport Lisboa e Benfica ao estar nos quartos de final da Liga dos Campeões consegue igualar o melhor registo de sempre dos lagartos na mesma competição.

E PLURIBUS UNUM,"

 

Reacções III

"Filho (e digo-te isto sem paternalismos, mas com muito carinho),

É claro como água [a minha opinião sobre o resultado normal para o jogo de ontem] e estou de acordo.

Pensava porém que até tu próprio já tinhas percebido que com o Benfica não hámundo normal e muito menos regularidade."

 

Reacções II

"Deve ser uma desgraceira, essa sua cabeça, quando o Benfica não perde. A frustração ontem ainda deverá ter sido maior visto o seu Barça, do seu Ronaldinho, não ter conseguido marcar ao objecto mais concreto do seu ódio(existem os franceses, o Louçã e os homossexuais, mas parece-me que o SLB ultrapassa-os a todos no seu íntimo).
Como um dos meus ódios de eleição são os sportinguistas desgraçadinhos a quem todos roubam e devem, como o senhor, que com o seu post sobre mijo me pareceu um expoente qualquer deste tipo de pessoas infelizes, estou duplamente satisfeito com o jogo de ontem. Por um lado, o Benfica teve um ranço do caraças, empatou com o Barça e poderia ter mesmo ganho. Por outro, e com isto é estou mesmo feliz por o saber a sentir-se o mais miserável de todos os portugueses, o Ricardo Rocha secou o 'seu' amado Ronaldinho Gaúcho sem uma única falta! O Ricardo Rocha! (grito-lhe ao ouvido mil trezentas e cinquenta e seis vezes para que se sinta mais infeliz). O homem dos dois neurónios, o carniceiro de Braga, o compulsivo executante de carrinhos fora de tempo às pernas do adversário, aquele cepo, SECOU O RONALDINHO GAÚCHO!
Espero que não se consiga esquecer deste facto para o resto da sua anafada vida!"

 

Reacções

"Ó meu palerma o Benfica é tão grande tão grande que quase dispensa jogadores e treinador. E os poucos e pobres que tem vão, malgré eux como dizem os franceses, assimilando a gigantesca energia positiva da instituição.

Só assim se explica que depois daquele começo a tremer estupidamente e a dar todas as hipóteses aos gajos tenham equilibrado completamente ? e esta a verdade meu palhaço ? o jogo na segunda parte em que até tiveram as melhores oportunidades. Ontem se tivéssemos o Drogba ganhávamos 2-0 e os gajos nunca mais viam o padeiro. Se tivéssemos um treinador então não sei.

Mais te digo que o árbitro foi muita bom e que não foi penalti o lance que todos pedem (mas não sei se não marcava quando um defesa qualquer se atirou à guarda redes de andebol e cortou com o braço o remate do Geovanni completamente sozinho).

Resta ver se não vamos lá estragar a festa aos palonços (os de lá e os de cá).

7 gajos isolados?!!? Foram 4 tanso e todos na 1ª parte."

(notem como este ouvinte tem a mania de acabar os parágrafos com parentesis)

 

Ácido úrico

Ontem, este blogue quase que ia acabando - e estas ameaças não foram nem um nadinha exageradas. Não vou começar a escrever sobre o jogo que é para não ficar aqui até à noite, o que seria chato para vocês. O resultado daquela aparência de partida de futebol de ontem, num mundo normal, ordeiro, de paz e justiça, liderado sem contestação pelas políticas do Presidente Bush, seria Benfica 1 Barcelona 7 (e duas bolas no poste). Mas não, o Benfica é o Benfica e a noite de ontem viu condensar sobre o hectare da Luz o conjunto de fenómenos mais tipicamente benfiquistas de sempre no mais curto espaço de tempo sempre. Penso que ninguém terá a lata de sugerir que aquilo que se passou ontem foi uma coisa normal. Aconteceu Benfica: uma equipa, com tanta mija, tanta mija, tanta mija, tanta mija, tanta mija, que me termina um jogo onde lhe apareceram sete (7) jogadores adversários isolados à frente do guarda-redes e mesmo assim chega ao fim daquela coisa ainda com possibilidades de argumentar que "teve azar" e que o "árbitro a prejudicou". Eu acho que, depois daquela dança do sol às nove da noite de terça-feira 28 de Março de 2006, conseguir andar de cabeça levantada e com bitaites para proferir é uma proeza que só mesmo ao alcance de um benfiquista. E um sinal claro do estado de insolvência moral da nação.

domingo, março 26

 

Hoje somos todos blaugrana

Foi ontem inaugurada a Casa do Barcelona de Lisboa, a primeira em Portugal. Na televisão, assisti à declaração de um português de gema e um dos cento e tal membros fundadores, que, condensando em si o espirito do Dia Mundial do Teatro que ontem também se festejava, ouvi proferir as seguintes palavras: "Sou sportinguista mas nutro uma especial simpatia pelo Barcelona". Traduzindo, para que todos nos entendamos depois de caído o pano sobre a cena: "Nutro uma especial simpatia pelo Sporting". O sportinguista, embora dissimulado, é um génio da semântica. Façam, por obséquio, atenção:

Primeiro, a palavra "nutro". Um comunicado do PCUS da ex-União Soviética não pesaria melhor as palavras. Uma pessoa só é do Sporting se se "nutrir" constantemente. Dois dias sem ser aspergido com os "nutrientes" adequados e o sportinguismo mirra inexoravelmente. Um dos principais "nutrientes" (aqui para nós, o único) para o sportinguista típico são as derrotas e humilhações do Benfica. O último decénio e meio foi muito bom para o sportinguismo: Celta de Vigo, o Artur Jorge o King e o Hassan, o Vale Azevedo o Souness e o Michael Thomas, o Mostovoi o Deco e o Jardel.

Mesmo o Campeonato do ano passado não nos abalou por aí além: foi uma das vitórias em campeonatos mais ridículas de sempre, puxada a ferros pelo esforço e arte de um óbvio sportinguista no manejo da bola, cujo passe lhes fez ausentar do bolso uma fortuna e cujo mau fundo ainda lhes vai trazer muito dissabor, em época recheada com derrotas atrás de outras derrotas, más exibições atrás de más exibições, enfim, acho que está tudo dito de um título ganho com aquelas estatísticas. Este ano, que tem trazido ao sportinguista alguns revezes, pode hoje começar acabar em beleza, o que, não acontecendo, este blogue acaba.

Segundo, o diamantino rigor descritivo da palavra "simpatia". O Sporting, por mais desbocados que se oiçam por aí, não é um clube de paixões. Uma pessoa não tem "paixão" pelo Sporting. Isso é para clubes de merda, como o Benfica, ou cidades e regionalismos provincianos, como o Futebol Clube do Porto. A pessoa que seja do Sporting, no máximo dos máximos, "simpatiza". Há uma grandeza neste sentimento que não está ao alcance de mais nenhum clube. Não há mérito no filho em ser gostado pelo pai, não à mérito algum em Portugal em ser gostado pelo português. Ao invés, se existissem quase três milhões de portugueses a "simpatizar" com a Bosnia-Herzegovina seria porque algo de especialmente brilhante e luzidio emanasse daqueles lados. Infelizmente, em Portugal pouca gente se preocupa com os horrores sofridos ainda hoje pela comunidade servia da Bosnia-Herzegovina (os Milosevic e o Mladic são servios, não fica bem falar em favor dos servios), mas há quase três milhões de sportinguistas, o que atesta suficientemente da inigualável qualidade do Sporting como clube de futebol.

Terceiro, e por último, chamo a vossa atenção para o vocábulo "especial". Quando ouvirem esta palavra da boca de um sportinguista têm que utilizar as mesmas técnicas exegéticas que os especialistas utilizam com os manuscritos de Qumran. O sistema nervoso central do sportinguista processa este conceito de modo, digamos assim, especial (aqui no sentido em que um mero benfiquista lhe daria). Para o sportinguista o que é "especial" é precisamente o que é "normal" para os outros. Por exemplo: mesmo o adepto mais pessimista do Atlético Clube de Arrentela, tive a oportunidade de conferir há umas semanas atrás, vê uma vitória caseira como algo que deveria acontecer; é uma vitória, afinal, em nossa casa, conhecemos bem o campo, sabemos que no lado nascente a parede de tijolo está a 45 centímetros da linha lateral, etc, etc.

Para o sportinguista não há normalidade sob qualquer condição de pressão e temperatura, seja ela derrota, vitória ou empate. A vitória em Alvalade sobre o Penafiel, uma equipa que já está na segunda divisão, foi "especial" para nós, e para a fazer especial arranjámos um sem número de factos para incluir no processo mental: foi a nona vitória consecutiva para o campeonato, desde não sei quando que isso não acontecia, continuamos a depender de nós, o João Alves acertou com causalidade meteorítica numa bola que por ali passava e marcou um grande golo, o Tonel não marcou nenhum golo de calcanhar, estiveram 32.455 espectadores em Alvalade, há cem anos que não estavam trinta e dois mil quatrocentos e cinquenta e cinco espectadores em Alvalade.

O Benfica teria dito de uma vitória sobre o Penafiel na Luz apenas que "é o Glorioso", um vimaranese diria do seu Guimarães que o próximo jogo é não sei com quem, o Porto que não há "relvado como o nosso". Se o Sporting tivesse perdido ou empatado, apesar de o ano passado termos perdido em casa com o Penafiel, isso também teria sido "especial", e embora também já tenhamos empatado com o Penafiel não sei quando, um empate teria sido especialíssimo, porque, "que engraçado", as duas equipas marcaram o mesmo número de golos.

O sportinguista é como um tomagoshi ou um cão, mas ao contrário do dispositivo electrónico ou do animal, não chateia ninguém. Para sobreviver não precisa de nada, ou seja, qualquer coisa é precisamente do que ele mais precisa. Somos assim: tornamos tudo o que nos calha precisamente naquilo que estávamos mesmo a precisar para "nutrir ainda mais simpatia pelo Sporting".

Nesta teoria da superioridade e inviolabilidade do sportinguismo só há um excepção, estreitamente interligada com a primeira nota deste discurso: não nos calhando hoje uma derrotazinha clara do Benfica, tudo se poderá desmoronar. É o nosso calcanhar de Aquiles, a nossa Kriptonite.

Espero não ter exposto em demasia a alma daquele sportinguista que marcou presença na inauguração da Casa do Barcelona de Lisboa. Não desejava nada ser tido como indiscreto.

sábado, março 25

 

Kiki?

(Dou dois dias ao Eduardo Pitta, do blogue Da Literatura, para me responder de forma completa mas sucinta a esta pergunta.)

sexta-feira, março 24

 

Ora bem, também tenho uma opinião sobre as leis laborais.

Não tenho nada contra um Estado pesado, burocrático, se esse peso e essa burocracia servirem única e exclusivamente para dar dinheiro às pessoas, se se destinarem a proteger as pessoas que estão no desemprego, as pessoas que estão doentes, os gordos. Mas quando o Estado utiliza os seus democráticos poderes para fabricar uma oposição empregador-empregado, fomentando leis que efectivamente colocam estas duas partes em terrenos opostos, em facções inimigas, então temos a burra nas couves.

No emprego da minha mãe a patroa vê um empregado como um inimigo e os empregados vêm a patroa como uma inimiga. Há coisa de dois anos a patroa meteu uma cozinheira a mexer com as panelas que tem como especial arte azedar a comida sob qualquer condição atmosférica. Como falamos de um infantário, a coisa não é grave, como sabemos as crianças resistem a tudo. O dito infantário vive eternamente à beira da falência e só sobrevive porque paga sete contos de renda por 9 assoalhadas no centro de Lisboa; a patroa não consegue despedir a cozinheira, seria muito caro, "daria muito trabalho para o dinheiro que aquilo dá", nas suas sábias e sintomáticas palavras.

A leis que os sindicatos e, normalmente, quase toda a Esquerda, dizem que protejem o emprego e os direitos dos trabalhadores não são mais que leis que visam proteger o Estado de se ter que responsabilzar pelas pessoas que não são uteis nas funções que desempenham. O Estado português fornece a esta cozinheira incompetente e perigosa uma protecção laboral que efectivamente se alia a uma patroa tão incompetente e irresponsável como a sua cozinheira, para assim colocar em perigo cem cidadãos dos 4 meses aos sete anos de idade. Isto dura há quase trinta anos, e mesmo a patroa diz que tem o infantário só para "pagar o carro" e 75 contos à minha mãe, que como boa empregada é paga na mesma quantidade de moeda que uma que lhe azeda a comida, pois os beneficios de um prémio a um bom trabalho presente é subterrado pelos trabalhos futuros perante uma situação eternamente tão periclitante.

Noutras áreas da economia este nojo de situação, tão do agrado da comunidade intelectual auto-masturbatória de Esquerda, só produz más t'shirts, péssimas esferográficas, horriveis cafés, peças automóveis pouco fiáveis, etc. Esta luta apenas interessa à escumalha burguesa derrotada dos SEUS "amanhãs que cantam", e permite ao Professor Doutor Francisco Louçã dizer, quando o infelizmente ainda vivo e de saude Santana Lopes ficou primeiro-ministro, que "ia estar à porta de cada fábrica que fechasse".

Por isso é preciso ler sempre, todos os dias, em adição ao João Miranda, o João Caetano Dias, principalmente quando fala destas coisas assim. Sim, "principalmente", que ele às vezes também fala umas coisas contra o "peso do Estado" que não agradam lá muito aqui ao je. Enfim, tenho que meter na cabeça que nem toda a gente pode ter as opiniões todas correctíssimas como eu.

 

Foi

Não vejo horizonte de hipotéticas circunstâncias que levem o Sporting e o sportinguista médio a deixarem de ser entidades patéticas. Nem vive nem está morto nem nascerá no futuro próximo um único sportinguista que não tenha ficado contente com o jogo de ontem. O Dias Ferreira, na Sic Noticias, era a felicidade em pessoa. Foi um "jogo equilibrado", fomos "uma equipa tranquila", tivemos "azar", "faltou-nos aquela pontinha de sorte", roubaram-nos "um penalti", tudo dito como se falasse de um filho que acabasse de terminar o doutoramento e de comer a Uma Thurman. Perdemos nas grandes penalidades, com o Ricardo a adivinhar o lado contrário de todos os penaltis, o que não é para qualquer um.

Como é que se consegue criar um clube com estas características é que eu ainda não percebi. Ainda no outro dia dizia José Roquette com apoplético júbilo e cancerígeno orgulho que o melhor jogador do Benfica e máximo responsável pelos campeonato do ano passado e quartos-de-final da Liga dos Campeões deste ano foi um miúdo, Simão Sabrosa, criado no Sporting; que o melhor jogador do Porto e máximo responsável pelo campeonato deste ano do Porto é um jogador criado no Sporting, Ricardo Quaresma; que o melhor jogador dos anos oitenta, Futre, foi criado no Sporting; que o melhor jogador dos anos noventa foi Figo, um jogador criado no Sporting; que o actual melhor jogador nacional é Cristiano Ronaldo, criado no Sporting. E tudo isto para quê? Para ganharmos dois campeonatos de forma ridícula e absolutamente inglória e irmos a uma final europeia de uma Taça Uefa que pura e simplesmente não existe, e que perdemos em nossa casa, facto que é quase inédito a nível mundial em qualquer escalão de qualquer desporto.

A única vantagem que, ao que me parece, releva de interesse e valor para o Sporting deste misterioso estado de coisas é que o sportinguista percebe em média muito mais de futebol que qualquer outra pesssoa em Portugal e, estou em querer, no mundo. Não pode ser apenas por acaso que o Futre, o Figo, o Simão, o Quaresma e o Cristiano Ronaldo tenham saído daquela casa e não de outras, muito mais populosas (Benfica) ou raivosas (Porto). O sportinguista, por ter de viver sem esperança de glória ou orgulho aprende desde a mais tenra idade a subjugar-se ao desporto em si, à arte da coisa. Suponho que é isto, mas pode ser que nem isso seja.

quinta-feira, março 23

 

Isto começa agora

E este é o único post não deslocado da Causa. Serviço público de qualidade e tal.

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